Crítica – Friends from College

Geralmente, prefiro assistir à, pelo menos, toda uma temporada antes de fazer uma crítica. Sabe, poder fundamentar melhor os fatores que levam àquela opinião. O problema é que Friends from College é uma das novas séries da Netflix, ou seja, ela é produzida inteiramente para depois ficar disponível aos clientes, então, eles não tem a chance de tentar corrigir os episódios de acordo com a opinião que vem tendo. O que se mostra um terrível engano nessa série, que foi descrita por alguém como “Uma versão mais dark de How I Met Your Mother” (sério, um soco na cara de quem disse isso).

Para qualquer pessoa, basta ver o primeiro episódio para se saber: não vai dar certo. Você precisaria ser muito ingênuo para acreditar que tem salvação a série, porque não tem. Um episódio inteiro (aqueles 30 minutos parecem intermináveis) que não é capaz de tirar uma risada de quem assiste, muito pelo contrário na verdade. Mas vamos por partes.

A série é formada de personagens pouco carismáticos e alguns inclusive repugnantes, mas de modo algum a culpa é do elenco, mas sim do roteiro. Temos um caso que vem ocorrendo há mais de 20 anos, entre Ethan (Keegan Michael- Key), marido de Lisa (Colbie Smulders) e Sam (Annie Parisse), que é casada com alguém que não tem importância. Temos a amiga que oferece a casa para Ethan e Lisa ficarem em Nova Iorque, enquanto não acham um local para morar, e que sabe de todo o caso.

Ethan é um fracasso de escritor, que só ganhou prêmios que ninguém conhece e sua mais recente obra, que vem escrevendo há mais de 2 anos é uma porcaria que todos que leram odiaram, e ele faz caretas ridículas e vozes estranhas, que somente crianças que assistem Peppa Pig achariam engraçado. E o pior, Ethan e Lisa estão tentando ter filhos. Enquanto Lisa e Ethan estão a caminho da casa de Marianne, fica claro o desconforto da personagem de Smulders em se reunir com o grupo, que aparentemente sempre que se reuniram desde a graduação foi só para mostrar quem está melhor que quem.

A série falha em nos fazer gostar dos personagens, nos identificarmos com eles ou sequer ficarmos curiosos sobre o que vai acontecer. Chegamos ao final do episódio com a sensação de ter jogado os últimos 30 minutos e não dá coragem de assistir o resto.

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